Namoro e incerteza

A incerteza que corrói, faz doer o peito... Entra dia e passa dia, e eu não sei o que você pensa... Não sei quando vai brigar ou me ameaçar partir... Deixando meu coração triste e magoado. O triste é saber que tudo o que faço é tão pouco para você, e que você não se lembra da nada... nada que faço com todo o amor que sinto, A nossa maior preocupação hoje em dia, não é tanto com o presente, ou mesmo com o passado, mas sim com o futuro. Melhor dizendo, a incerteza em relação ao futuro. A angústia, o medo, a insegurança acabam tomando conta dos nosso pensamentos e de nossas ações, quando pensamos no futuro. Sobre o que pode […] Para ser mais sincera, se ele fez isso 5x foi muito em 1 ano e 8 meses de namoro. Nas outras ocasiões, eu sempre banco tudo, ou quando ele pode pagar, a gente racha. Já teve vezes de ele nao ter dinheiro algum mas querer ir em hotel, querer almoçar em restaurante em plena Av. Paulista (zona nobre de Sp). Quem não fica na dúvida quando chega a hora de presentear o namorado, seja no aniversário dele, aniversário de namoro e até para o próprio Dia dos Namorados? É natural bater a incerteza e uma certa insegurança com o presente, afinal são nessas datas importantes que temos a oportunidade de demonstrar o quanto a pessoa é querida e especial. Incerteza no namoro. 25/04/2020. 3. Faz um tempo que namoro já e que sinto que estou empurrando com a barriga, mas ela é maravilhosa, me ama muito e eu pensei muitas vezes em terminar ou pedir um tempo mas não tenho coragem, pela pessoa ser frágil, ter problemas familiares e contar comigo e com minha família para tudo. ... Estou cansada cansada de ser enganada por todos, não falo de engano de namoro ou amizade. Cansada de ser enganada por pessoas que dizem ser verdadeiras e não são pessoas que estão para ajudar e só querem tirar vantagem de tudo isso machuca por dentro. E o problema é que eu era bastante conhecida dela . Não exatamente amigas mas fazíamos algumas juntas mas muita gente está me criticando por tá namorando o ex dela . Ele diz gosta muito de me. Me trata bem , me respeita , e já pensa em até construir uma casa pra agente casar se , se interessar de conhecer minha família.Mas em fim 30/abr/2019 - Explore a pasta 'Namoro' de Victória Campos, seguida por 193 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Pensamentos, Citações, Palavras. desabafo sobre redes sociais e a incerteza do futuro. ... Meu namoro acabou. Terminamos sem brigar. Tiramos as alianças, comemos salgadinho e sorvete, assistimos Masterchef, choramos juntos, fomos dormir, e pela manhã fui pra casa. Foi um ótimo 'último dia'. Sinto falta, sinto saudades. ... Camila Pitanga foi às redes sociais para revelar que ela e a filha, Antônia, foram diagnosticadas com malária.Na noite de segunda-feira, 10, Camila, que assumiu recentemente namoro com Beatriz ...

Crise existencial? Qual o sentido da vida?

2020.09.12 01:27 sheisice Crise existencial? Qual o sentido da vida?

Estou a escrever este desabafo novamente porque ontem o apaguei sem querer. Há uns dois dias sai com duas amigas minhas e antes que digam que não respeitei a quarentena, moro em Portugal, onde a quarentena acabou há meses. Continuando...
A maioria dos meus amigos já trabalha ou estuda na faculdade enquanto que eu, por ter 'acabado' a escola mais tarde, não faço nem um nem outro. Pretendo começar a trabalhar ainda este ano mas esse não é o tema deste desabafo. É frustrante para mim saber que não posso compartilhar experiências parecidas com as dos meus amigos pois parece que estamos em fases diferentes de vida mesmo com a mesma idade. Sei que este ano não vou poder entrar na faculdade e que provavelmente no próximo ano será a mesma coisa mas mesmo que entrasse, acho que a faculdade já não teria o mesmo significado para mim como antes. E sim, eu sei que a vida não se resume em fazer um curso, trabalhar para construir uma família, apesar da nossa sociedade ver isso como o básico para uma pessoa ser minimamente feliz.
Então quando saí com as minhas amigas, o que deveria ser um encontro alegre tornou-se sufocante.
Elas as duas estudam o mesmo curso mas em faculdades diferentes, ambas acabaram o primeiro ano e claro que ficaram muito entusiasmadas em compartilhar isso comigo. Eu fiquei feliz por elas. No entanto, 90% da conversa que tivemos foi sobre o curso delas(não estou a brincar quando digo isso) e foi ai que comecei a desejar voltar para casa. Não queria sentir inveja ou algo do tipo mas também não queria ficar aquele tempo todo a falar só de faculdade quando elas mesmas estavam de férias! Eu pedi para falarmos de outros temas além do curso delas e elas concordaram. Falamos um pouco sobre o que cada uma fez durante estes meses e claro que elas tinham novidades para contar (namoro, passeios, a vida dos nossos amigos, etc) enquanto que eu não tinha nada de emocionante para contar pois passei praticamente estes meses em casa, mesmo quando a quarentena acabou aqui em Portugal.
A conversa continuou e uma das minhas amigas que tem o costume de interromper a conversa para falar dela mesma, não parava de nos interromper. Tivemos até que lhe explicar que ela estava a interromper e ela pediu desculpa. Ela costuma fazer isso mas não o faz com arrogância, apenas fica muito entusiasmada. Todos temos defeitos, né? Então quando essa minha amiga recebeu uma chamada, a minha outra amiga começou a falar comigo e foi ai que eu comecei verdadeiramente a falar, sem frases soltas ou monossílabos. Até a minha amiga comentou isso, que enquanto a outra falava por chamada, eu comecei a falar.
Durante a conversa, comentei sobre ter pensado no verdadeiro sentido da vida pois passei estes meses a me questionar muito sobre isso. E quando elas me perguntaram qual era o sentido da vida para mim eu respondi algo como "O sentido da vida para mim? Acho que é sobreviver!". A frase soou deprimente pois as repostas delas em relação à pergunta foram muito mais interessantes e cheias de sonhos como "acabar a faculdade ou marcar a diferença ajudando alguém e bla bla". E mais uma vez senti-me uma idiota.
Elas voltaram a puxar o assunto faculdade, começaram a falar sobre as matérias do curso que eu não entendia nada mas sorria e fingia adorar ouvir tudo. Elas se aperceberam que estavam a falar demais sobre isso e pediram-me desculpas mas sempre voltavam para o mesmo. Algumas vezes ainda tentavam que eu falasse sobre outras coisas mas eu não tinha nada de interessante para dizer. Comecei a desejar que o dia acabasse logo e felizmente uma delas disse que tinha que ir para casa e eu aproveitei para também sair dali.
Quando cheguei a casa chorei. Sentia-me uma falhada e vazia por dentro. Percebi que a minha vida está parada, fechada numa bolha, porque eu não faço nada para mudar isso, simplesmente fico no conformismo. Quero emoção, algo novo na minha vida mas estou cansada de viver. Quero pessoas verdadeiramente interessadas em me conhecer profundamente pois sinto que a maioria que me cerca não quer saber de mim de verdade, talvez me achem muito burra ou apenas apagada...Mas como posso querer que me conheçam profundamente quando nem eu faço esse esforço por mim mesma? Será que devo mesmo me esforçar mesmo sabendo que não valerá mais a pena pois vou morrer um dia?
E não, não me vou suicidar. Apenas estou cansada. Sinto que a vida não tem significado. Fazer x cursos, ser dono de uma empresa ou construir uma família. Tudo isso um dia vai acabar quando a morte chegar e eu só quero que ela chegue. Sei que estou numa crise existencial a encaminhar para uma depressão. Sei também que este texto ridículo não me vai levar a lado nenhum mas estou cansada. Só quero perceber o sentido de colocar vida na terra para depois sofrermos. Pessoas vivem com a dor e falta de itens básicos na vida enquanto que eu, com os pais vivos, um teto e amigos, sinto-me vazia, estranha...
Qual seria o sentido da vida se não sobreviver? Os últimos meses foram intensos para todos nós e isso só me fez ver que não tem necessidade nenhuma estarmos vivos. As pessoas sofrem, uns mais que outras. É inevitável. Estou cansada de ver tanto sofrimento para depois saber que vamos todos morrer.
O mais engraçado nisto tudo é que eu faço parte daquele grupinho de pessoas que acredita em vidas passadas (sim, não me julguem). Então, sendo eu uma pessoa que acredita no reencarne e desencarne, devia saber que a vida apesar de efêmera, terá continuidade noutra vida e que não estamos aqui nesta vida por acaso. Só que ultimamente esse pensamento criou-me mais incertezas do que certezas. Porque se de facto vidas passadas existem, eu não quero reencarnar novamente. A vida já é tão exaustiva para reencarnar novamente...
É isso. Eu não quero tirar a minha vida, apenas quero que a vida me tire dela.
Enfim, obrigada se chegaram até aqui. Peço desculpas pelo desabafo cheio de contradições e erros ortográficos. Se quiserem dizer algo, fiquem à vontade!
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2020.08.31 03:54 LilyoLirio Sinto que é hora de terminar, não sei mais o que fazer

Preciso muito da opinião de voces, pois quem é próximo não quer opinar:
Namoro um cara mais velho, a quase 9 anos
Depois de uns 4/5 anos de namoro, comecei a falar sobre morarmos juntos e planejar o casamento. A resposta dele era uma só: não tinha condições, pois precisava ganhar mais para isso, precisava de uma “promoção” no trabalho
Pois bem. Incentivei ele a correr atrás da promoção, estudar, se dedicar. Passamos finais de semana trancados na minha casa, pois só lá ele conseguia estudar. Deixamos de sair para ele economizar. Depois de 2 anos, a “promoção” veio
Achei que tudo mudaria. Mas adivinhem? Nada mudou. Continuou “sem dinheiro”, até para coisas mais simples como sair para jantarmos e dividir a conta. Diz que não consegue alugar uma casa comigo ou economizar para o casamento. Chamei ele para morar com a minha família, para ver se ele se animava com a região. Ficou aqui um ano e pouco, nunca pagou UMA conta, de vez em quando fazia umas compras no mercado. E só
Fizemos uma viagem ano passado e pediu para passar TUDO no meu cartão, passagem, hotel, restaurante, banquei sozinha uma viagem que deveria ser dividida. E Não me pagou até agora.
Já ofereci ajuda para organizar as finanças, ele não me ouve. Não sabe me explicar onde vai parar tanto dinheiro, minha desconfiança é que ele banca a casa dos pais, mas não me conta pois já discutimos sobre isso. Passamos muito tempo juntos, me dá a senha do celular e tal, por isso não acho que seja traição
Eu estou esgotada. Gosto dele mas não consigo mais viver nessa incerteza. Para piorar, quero mudar de trabalho e agora que preciso não estou recebendo o mesmo apoio que dei
Sinto que já é hora de terminar, mas sempre fico na esperança das coisas melhorarem e medo de me arrepender
O que vocês acham? Agradeço muito a opinião de vocês que leram 🙏🏻
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2020.07.27 02:33 RealityCompetitive24 Como se relacionar amorosamente sendo jovens e com a vida muito instável

(Conta throw away pois meu namorado me segue na minha conta principal)
Gente primeiramente queria dizer que essa é uma questão minha que trato na terapia tem um tempo, mas também queria saber a opinião de vocês.
Estou em um relacionamento de 9 meses com um menino que amo muito e gosto do nosso namoro em vários aspectos. Porém tem um problema que pesa bastante pra gente: estamos em momentos da vida muito diferentes e sentimos dificuldade em conciliar nossos objetivos individuais com os objetivos de casal, tanto ele como eu.
Eu nasci em uma cidade x do nordeste e faço faculdade e estagio numa cidade y do sudeste. Antes da pandemia, voltava geralmente 2x pra minha cidade natal ver amigos e familia. Atualmente estou temporariamente na casa dos meus pais na minha cidade x, trabalhando em homeoffice e com aulas ead, vim pra cá bem no inicio da pandemia. Assim que minhas aulas ou o estagio voltarem, pretendo regressar a cidade y.
Meu namorado é da minha cidade x e mora com a mãe. Apesar de frequentarmos um ciclo social próximo, nós nos conhecemos a distância quando eu estava na cidade y. Nosso namoro começou quando ele resolveu viajar pra me conhecer na cidade y. Desde então, revezamos nossos encontros... ele passa um mes comigo la, nas minhas ferias volto pra minha cidade (sim haja dinheiro pra passagem risos). Porém a distância sempre foi um problema pra nós e sempre que tentamos fazer planos para ficarmos definitivamente juntos no futuro, algo no presente acaba não saindo como o esperado.
Estamos passando a pandemia juntos na casa da minha mae desde que cheguei em março, esta sendo o maior tempo que já passamos juntos. No inicio do relacionamento ele tinha planos de morar comigo na cidade y. E no inicio estava tudo certo, porem ele começou a enfrentar alguns problemas familiares que o fez começar a considerar outras possibilidades.
Para ele se mudar pra cidade y, precisa de apoio financeiro da familia e isso está completamente fora de questão agora. Eu também sinceramente não queria voltar a minha cidade natal e gostaria de fazer minha vida na cidade y, pois tambem tenho muitos problemas na minha família e nao gosto da minha cidade natal, apesar de suporta-la. Eu tenho meu dinheiro, mas também dependo da minha família financeiramente em alguns aspectos... tenho sonhos de aqui a algum tempo fazer um intercambio também. Já estou perto de me formar e sinceramente nao sei bem o que vou fazer depois disso, estava pensando em arranjar um outro trampo na cidade y e tentar me manter financeiramente por lá (inclusive estou fazendo varias entrevistas pra tentar mudar de estagio)... mas tudo isso depende de circunstancias externas, se eu nao conseguir um emprego talvez precise voltar para a cidade x.
Nós ja nos abrimos e conversamos bastante sobre isso e nao conseguimos um consenso sobre o nosso futuro como casal... parece que os caminhos e quereres estão divergindo demais. Porém, nos amamos e temos um sentimento forte um pelo outro e ai que fode tudo, principalmente pra mim.
O x da questao é: A ideia de um término é insuportável pra mim. Mesmo que ele não precise ser agora, a minha mente acaba antecipando esse evento e eu me sinto triste. Nós já conversamos sobre isso abertamente e deixamos como possibilidade no futuro. Mas é simplesmente uma ideia que me da um nó gigante na garganta. É algo tipo "Não quero terminar com voce de jeito nenhum mas as circunstâncias externas não estão ajudando e não estou conseguindo enxergar outras saídas a muito longo prazo." Eu sei que talvez pareça besteira, eu me sinto muito besta inclusive. Mas é uma questão muito delicada pra mim. Só de pensar as lágrimas começam a cair. Estamos dispostos a fazer tudo o possivel dentro de um limite pra que a relação dure, mas só a vontade e o amor não são suficientes, dependemos de outras circunstancias.
Esse não é o primeiro relacionamento que tive, mas é o primeiro que tenho na fase adulta e mais concreto. Eu nunca tive um relacionamento que durasse mais de um ano, mas os terminos ate entao foram por questoes pessoais minhas e não por circunstâncias externas. Sinceramente, nao sei muito bem como fazer as relações durarem nesse sentido e me pego pensando como é dificil se relacionar, principalmente no inicio da fase jovem adulta.
Enfim é isso gente, em suma: tenho muita dificuldade de lidar com essas incertezas no relaciomento e com as frustrações dos meus planos de vida a 2, mas a ideia de terminar o relacionamento também é assustadora pra mim... parece que estou aproveitando o tempo que tenho com ele pra deixar a vida definir nossos destinos, mas essa ideia do termino é um monstrinho que fica assolando minha mente e me faz ficar triste.
Eu cheguei a um ponto que ele nota que fico triste sempre que ele fala do futuro dele sem me incluir. Dai ele me pergunta se ta tudo bem e se eu quero conversar com ele... e eu nego e explico que nao tem o que conversar pois ja conversamos sobre o assunto... Pq cara o que vou fazer sabe? O que eu vou falar? Entendo que é um sentimento que tenho que lidar sozinha, mas sinceramente não sei como.
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2020.07.04 01:59 realwoody O Dilema da Garota do Supermercado

A Garota do Supermercado é caixa de um supermercado que frequento. Não vou entrar em detalhes sobre os motivos pelos quais me interessei por ela, mas isso é um fato, e assim deixarei.
Aos poucos fui criando uma certa proximidade indireta com ela. Coisas bem pequenas, muito mesmo, mas hoje ela sabe que eu existo, e me reconhece quando apareço por lá. Da última vez que fui ela meio que brincou dizendo que dessa vez não precisei pegar fila. Coisa pequena, mas fiquei feliz com isso.
Vejo ela naquele supermercado desde antes da pandemia, e passar naquele caixa é um prazer. A questão é que eu realmente quero conhecê-la. Por mim, eu esperaria até o fim do seu turno e quando estivesse saindo conversaria com ela. Moramos relativamente próximos um do outro, então penso que talvez poderia acompanhar ela até uma boa parte do caminho em quanto conversamos.
Mas ai é que entra o dilema. Eu estudo pra vestibular, e se eu passar ano que vem, vou pra Belo Horizonte. Não sei quais são os planos de vida dela, mas não queria criar essa proximidade pra depois me afastar, até porque manter um namoro à distância deve ser muito complicado, ainda mais tendo em vista a rotina que eu teria na faculdade.
Acredito que abordá-la não seria um problema, mas a incerteza é o que complica tudo. Não a incerteza de saber se dariamos certo ou não como um casal; é mais uma questão logística, como expliquei anteriormente.
Imagine a situação: eu me aproximo dela, ela obviamente percebe que estou interessado, descubro que nossos caminhos irão se distanciar em função da faculdade que pretendo fazer e dos planos dela, e mesmo que haja afinidade, eu ficaria imobilizado. Por que eu iria começar algo que sei que será interrompido? E mais, eu acho extremamente desconfortável e chato me imaginar começando a conversar com ela - supondo que já tenha o seu número - e tendo que me afastar por saber que não vai ter jeito. Seria algo ruim tanto pra mim quanto pra ela, imaginando que ela também estivesse interessada.
Enfim, não acho que haja uma resposta que resolva todo esse dilema. Ou eu me arrisco e lido com a possibilidade de ter que encarar uma realidade diferente da ideal, ou eu não faço nada supondo que inevitavelmente nos separariamos quando eu fosse pra faculdade.
Ainda existem outras possibilidades, como a de ela não ter interesse ou ter um namorado, mas isso não seria um problema pra mim, pois não se faria como uma decepção maior do que se eu a conhecesse e descobrisse que não poderiamos ficar juntos.
Estou num mato sem cachorro.
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2020.06.13 08:12 hayarden Triste e de pau duro

Bem, sou homem e tenho 22 anos, namoro com uma menina de 25 há um ano e sete meses e foi ela quem me descabaçou. Quando perdi minha virgindade com ela, aos 20 anos, eu descobri o quanto eu gosto de sexo e o quanto ele me aproxima da pessoa que eu amo. Os seis primeiros meses do meu primeiro namoro foram marcados por descobertas sexuais, descobri que eu gosto muito de buceta, de bunda, dos peitos, dos toques, dos cheiros, das carícias, das palavras sujas, dos beijos, e de dar prazer para a mulher que eu amo. O sexo pra mim é maravilhoso, é uma benção dos deuses, e eu faria sexo estando triste ou feliz.
Há aproximadamente um ano, ela passou pra um curso numa federal em outra cidade daqui do Rio de Janeiro, e eu fui com ela pra esta cidade morarmos juntos pagando aluguel. Junto com nossas decisões, vieram novas responsabilidades, e com as responsabilidades vieram as dificuldades, que eu julgo normal nessa vida. É difícil fazer uma faculdade em outra cidade, principalmente uma faculdade com péssimos horários numa cidade turística que só funciona em alta temporada, meio escassa de empregos. Sem emprego fixo, nos mantemos com freelances, a base de incertezas. Devido às dificuldades provenientes dessas incertezas, as preocupações e ansiedades aumentaram, tanto em mim quanto nela.
Acontece que depois dela ter começado essa faculdade, ela não tem mais tanto ânimo pra sexo. E é compreensível levando em conta os estresses causados pela faculdade e pelos trabalhos. Tem sido difícil pra mim também, cansativo, desgastante e por vezes desanimador, mas aconteça o que acontecer, eu continuo sentindo atração sexual por ela, já ela parece ignorar completamente o fato de que eu sou um ser sexual. Nesse meio tempo, a maioria das vezes que transamos parecia que ela tava fazendo só pra me agradar, o que é horrivel pra mim, que fico sentindo como se estivesse explorando ela. É um evento uma transa onde ela parece estar fazendo com gosto, e quando acontece, eu fico em êxtase.
Por vezes ficamos mais de um mês sem sexo, mesmo eu tentando investidas, ela não entrava no clima. Já conversei com ela, ela me disse que fica "xoxada" por causa da faculdade e pelas dificuldades, então eu venho procurando não pressionar ela, afim de que uma hora ela esteja de boa, mas parece não funcionar. Já tentei dar uma inovada no sexo, comprei produtos de sexshop, venho sendo mais prestativo pra ela, e nada.
Isso tem fodido com meu psicológico, além da minha autoestima estar baixíssima, estou me afundando em pornografia. Enfim, triste e de pau duro.
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2020.04.26 08:37 gabr10 Um resumo dos meus últimos meses.

Estou tendo uma crise que nunca tive antes e precisava colocar isso tudo pra fora. Esses foram os momentos mais recentes da minha vida e que me fizeram estar sentido o que estou sentindo agora. Talvez seja uma crise de ansiedade? Pânico? Depressão? Não sei.
Final do ano passado conheci uma pessoa maravilhosa, a gente saiu, nós curtimos muito. Quando ela tava mal eu ia pra casa dela, me preocupava demais. Teve um dia que eu fui lá e ela tava bem mal, numa crise fodida de ansiedade por se sentir sozinha, ela morava solo e estudava pra medicina. Fiquei lá com ela até umas meia noite e decidi chamá-la para dormir comigo em casa, pra tentar ocupar a cabeça e fazer algo diferente, ela topou.
Foi a primeira vez em 24 anos que levei uma mulher pra casa, e a gente não tava nem namorando ainda. Era um sábado, ela dormiu comigo e melhorou bastante, no domingo minha família tava reunida e minha mãe perguntou se a gente queria ir lá, ela hesitou mas decidimos ir, todo mundo tava com a atenção em nós dois pq até então nunca me viram com ninguém, eu tava nervoso mas foi tudo bem, passamos o dia lá com minha família, ela curtiu bastante e voltamos pra casa, deitamos, conversamos um pouco e ela me pediu em namoro. Sinceramente fui pego de surpresa, falei pra ela que não tava satisfeito com umas coisas em mim e achei melhor não oficializarmos naquela hora. Até ai tudo bem, continuamos sem o título de namorados. Gosto dela como nunca gostei de ninguém, pra ficar claro. Só não achei a melhor hora pra aceitar o pedido.
O "problema" é que dois dias depois ela me deu a notícia que tinha passado em medicina em outro estado. E foi. Fiquei muito feliz por ela, que entraria no seu curso dos sonhos mas também fiquei triste por mim - talvez me chamem de egoísta - que acabara de perder uma pessoa que me fez sentir coisas que nunca tinha sentido, que pela primeira vez me faria sentir 100% feliz com minha vida.
No dia que ela foi embora eu me lembrei o que era chorar, na minha vida toda chorei em situações muitíssimo raras, mas assim que entrei no ônibus sentei no fundo, já sabendo o que iria acontecer comigo. Chorei o caminho todo, mais um sentimento novo que ela me fez sentir. Nunca senti a tristeza de uma despedida.
Ela foi para o estado novo e eu comecei a pensar no futuro, valeria a pena um relacionamento à distância? Quando conseguiria vê-la? Será que ela sente o mesmo por mim?
Até hoje penso muito nisso tudo. Após várias conversas mais choradeiras ela preferiu que a gente continuasse a se falar porém não queria nada sério com essa distância. Me deixou livre pra sair com outras pessoas, e ela claro, também. Ainda assim eu queria muito a ver novamente, estava (e estou) morrendo de saudades - outro sentimento que nunca havia sentido tão intensamente. Aliás, essa é a palavra, intensidade. Tudo o que vivemos foi muito intenso, mesmo que breve: as vezes que estávamos juntos, as conversas, os sentimentos.
Ela viajou uma semana antes do carnaval, eu já estava monitorando os preços das passagens aéreas para num futuro próximo matar essa saudade. Mal sabia eu novamente me frustaria com a vida. Pouco tempo tempo o corona vírus começa a assustar o mundo. Tudo e todos pararam. Agora não faço ideia de quando a verei novamente... se ela ainda sente a mesma coisa que eu. Essa é uma pergunta que me faço frequentemente, sou muito inseguro. Acho que ainda não estou preparado para aceitar que talvez a gente não se veja nunca mais. . . Com esse coronavírus comecei a ficar preocupado com mais outras coisas... trabalho no aeroporto, passei umas semanas indo antes de adiantarem minhas férias. Acompanhei a quantidade de vôos ir de centenas por dia para unidades, o movimento reduziu em cerca de 95% no meu trabalho. A equipe é de 5 pessoas e colocaram 3 de férias. Meu retorno é no próximo mas mas não faço ideia se irão me manter oh me demitir. Está tudo muito volátil, trabalho com turismo e essa área está sendo profundamente impactada, não sei como vai ser a volta do movimento no aeroporto. Meses? Anos? Essa incerteza com o futuro está me corroendo por dentro de uma forma que não sei explicar.
Estava pretendendo fazer o curso para virar comissário (trabalhava diretamente com tripulações e achei muito interessante) porém agora também não tenho perspectiva nenhuma. A azul, que é a companhia que mais voa aqui colocou milhares de tripulantes de licença não remunerada, agora há todos esses que já fizeram o curso, a prova da Anac e já possuem experiência numa fila de espera sem previsão de retorno. Não sei se vale a pena fazer o curso e esperar tudo isso melhorar. . . Falando da quarentena, logo no começo tive um episódio leve onde me senti verdadeiramente triste, sem vontade de fazer nada, que durou um ou dois dias. Agora, há poucos momentos atrás tive uma bem mais pesada, onde fiquei pensando sobre tudo na minha vida, minhas relações, meus planos, meu futuro. Acho que o que piorou também foi o fato de ter ido pra emergência com minha mãe recentemente, ela foi tratada e voltou pra casa melhor mas hoje, ela foi novamente para o médico, achava que era a tireóide desregulada, não se sentia bem. Quando voltou me contou que era uma crise de ansiedade, o médico deu 60 dias de atestado.
Meu cachorro também teve que fazer uma cirurgia antes de ontem, e temos que cuidar dele esses dias.
Acho que tudo isso me fez sentir assim.
É isso, acho que me prolonguei muito mais do que queria. Peço desculpas e se você leu até aqui muito obrigado.
TLDR: Conheci uma pessoa massa, quase começamos a namorar mas ela passou no curso em outro estado e foi embora. Pretendia visitá-la mas o corona acabou não só com esses planos mas com minhas perspectivas futuras, trabalho com turismo e não sei como serão os próximos meses. Pretendia fazer o curso pra virar comissário e isso também foi por água a baixo pq agora há milhares deles sem emprego. Minha mãe teve algumas crises de ansiedade e meu cachorro fez uma cirurgia recentemente. Meu pai continua indo trabalhar mesmo sendo grupo de risco.
TLDR do TLDR: estou muito fodido, triste, minha mãe mal; sem mulher, talvez sem emprego e não sei o q vou fazer no futuro.
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2020.04.26 07:30 gabr10 Um resumo dos meus últimos meses até hoje.

Estou tendo uma crise que nunca tive antes e precisava colocar isso tudo pra fora. Esses foram os momentos mais recentes da minha vida e que me fizeram estar sentido o que estou sentindo agora. Talvez seja uma crise de ansiedade? Pânico? Depressão? Não sei.
Final do ano passado conheci uma pessoa maravilhosa, a gente saiu, nós curtimos muito. Quando ela tava mal eu ia pra casa dela, me preocupava demais. Teve um dia que eu fui lá e ela tava bem mal, numa crise fodida de ansiedade por se sentir sozinha, ela morava solo e estudava pra medicina. Fiquei lá com ela até umas meia noite e decidi chamá-la para dormir comigo em casa, pra tentar ocupar a cabeça e fazer algo diferente, ela topou.
Foi a primeira vez em 24 anos que levei uma mulher pra casa, e a gente não tava nem namorando ainda. Era um sábado, ela dormiu comigo e melhorou bastante, no domingo minha família tava reunida e minha mãe perguntou se a gente queria ir lá, ela hesitou mas decidimos ir, todo mundo tava com a atenção em nós dois pq até então nunca me viram com ninguém, eu tava nervoso mas foi tudo bem, passamos o dia lá com minha família, ela curtiu bastante e voltamos pra casa, deitamos, conversamos um pouco e ela me pediu em namoro. Sinceramente fui pego de surpresa, falei pra ela que não tava satisfeito com umas coisas em mim e achei melhor não oficializarmos naquela hora. Até ai tudo bem, continuamos sem o título de namorados. Gosto dela como nunca gostei de ninguém, pra ficar claro. Só não achei a melhor hora pra aceitar o pedido.
O "problema" é que dois dias depois ela me deu a notícia que tinha passado em medicina em outro estado. E foi. Fiquei muito feliz por ela, que entraria no seu curso dos sonhos mas também fiquei triste por mim - talvez me chamem de egoísta - que acabara de perder uma pessoa que me fez sentir coisas que nunca tinha sentido, que pela primeira vez me faria sentir 100% feliz com minha vida.
No dia que ela foi embora eu me lembrei o que era chorar, na minha vida toda chorei em situações muitíssimo raras, mas assim que entrei no ônibus sentei no fundo, já sabendo o que iria acontecer comigo. Chorei o caminho todo, mais um sentimento novo que ela me fez sentir. Nunca senti a tristeza de uma despedida.
Ela foi para o estado novo e eu comecei a pensar no futuro, valeria a pena um relacionamento à distância? Quando conseguiria vê-la? Será que ela sente o mesmo por mim?
Até hoje penso muito nisso tudo. Após várias conversas mais choradeiras ela preferiu que a gente continuasse a se falar porém não queria nada sério com essa distância. Me deixou livre pra sair com outras pessoas, e ela claro, também. Ainda assim eu queria muito a ver novamente, estava (e estou) morrendo de saudades - outro sentimento que nunca havia sentido tão intensamente. Aliás, essa é a palavra, intensidade. Tudo o que vivemos foi muito intenso, mesmo que breve: as vezes que estávamos juntos, as conversas, os sentimentos.
Ela viajou uma semana antes do carnaval, eu já estava monitorando os preços das passagens aéreas para num futuro próximo matar essa saudade. Mal sabia eu novamente me frustaria com a vida. Pouco tempo tempo o corona vírus começa a assustar o mundo. Tudo e todos pararam. Agora não faço ideia de quando a verei novamente... se ela ainda sente a mesma coisa que eu. Essa é uma pergunta que me faço frequentemente, sou muito inseguro. Acho que ainda não estou preparado para aceitar que talvez a gente não se veja nunca mais. . . Com esse coronavírus comecei a ficar preocupado com mais outras coisas... trabalho no aeroporto, passei umas semanas indo antes de adiantarem minhas férias. Acompanhei a quantidade de vôos ir de centenas por dia para unidades, o movimento reduziu em cerca de 95% no meu trabalho. A equipe é de 5 pessoas e colocaram 3 de férias. Meu retorno é no próximo mas mas não faço ideia se irão me manter oh me demitir. Está tudo muito volátil, trabalho com turismo e essa área está sendo profundamente impactada, não sei como vai ser a volta do movimento no aeroporto. Meses? Anos? Essa incerteza com o futuro está me corroendo por dentro de uma forma que não sei explicar.
Estava pretendendo fazer o curso para virar comissário (trabalhava diretamente com tripulações e achei muito interessante) porém agora também não tenho perspectiva nenhuma. A azul, que é a companhia que mais voa aqui colocou milhares de tripulantes de licença não remunerada, agora há todos esses que já fizeram o curso, a prova da Anac e já possuem experiência numa fila de espera sem previsão de retorno. Não sei se vale a pena fazer o curso e esperar tudo isso melhorar. . . Falando da quarentena, logo no começo tive um episódio leve onde me senti verdadeiramente triste, sem vontade de fazer nada, que durou um ou dois dias. Agora, há poucos momentos atrás tive uma bem mais pesada, onde fiquei pensando sobre tudo na minha vida, minhas relações, meus planos, meu futuro. Acho que o que piorou também foi o fato de ter ido pra emergência com minha mãe recentemente, ela foi tratada e voltou pra casa melhor mas hoje, ela foi novamente para o médico, achava que era a tireóide desregulada, não se sentia bem. Quando voltou me contou que era uma crise de ansiedade, o médico deu 60 dias de atestado.
Meu cachorro também teve que fazer uma cirurgia antes de ontem, e temos que cuidar dele esses dias.
Acho que tudo isso me fez sentir assim.
É isso, acho que me prolonguei muito mais do que queria. Peço desculpas e se você leu até aqui muito obrigado.
TLDR: Conheci uma pessoa massa, quase começamos a namorar mas ela passou no curso em outro estado e foi embora. Pretendia visitá-la mas o corona acabou não só com esses planos mas com minhas perspectivas futuras, trabalho com turismo e não sei como serão os próximos meses. Pretendia fazer o curso pra virar comissário e isso também foi por água a baixo pq agora há milhares deles sem emprego. Minha mãe teve algumas crises de ansiedade e meu cachorro fez uma cirurgia recentemente. Meu pai continua indo trabalhar mesmo sendo grupo de risco.
TLDR do TLDR: estou muito fodido, triste, minha mãe mal; sem mulher, talvez sem emprego e não sei o q vou fazer no futuro.
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2020.04.26 05:58 guh56 Cuidado com quem vc deixa entrar na sua vida...

Bom, esse desabafo é mais para descarregar minha decepção
Tenho 18 anos e recém terminei meu namoro 23\04 (primeira namorada), conheci ela no final de novembro, a gente ficou e ficou até 10 de fevereiro (início do namoro), enfim, no começo foi tudo maravilhoso como todo namoro é.
Eu era uma pessoa muito feliz e estável emocionalmente, tinha toda uma trilha a seguir, faculdade, primeiro emprego, afinal, uma nova vida indo para a capital. Só que uma pessoa entra na sua vida e bagunça tudo sem mexer um único dedo, minha ex me machucou muito, eu era a pessoa ativa do nosso relacionamento, tudo que dava errado era eu que tinha que resolver, dei carinho, amor, atenção e do nada ela me pede um tempo e em seguida termina cmg e tudo isso por whatsapp, sério cara? pqp vai se foder

Não estou chorando por que terminei meu primeiro relacionamento, só dou um conselho para quem ainda não namorou, foque em vc, faça faculdade ou um curso que vc deseja, sla, faça uma academia, siga um caminho, dps pense em relacionamento, a pessoa certa vai vir cedo ou tarde, não se apresse, e outra, nunca e relacione se vc tiver incerteza ou quando tiver confuso com si próprio.
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2020.04.10 08:45 thesoura1 Eu machucava ela intencionalmente e gostava disso.

Sabe quando dizem que todo mundo tem um lado bom e outro ruim? Eu sou a prova que isso existe. O relato que eu vou contar aconteceu há dois meses. Não ligo que julguem, pois sei que foi algo cruel.
Conheci uma menina pelo Tinder em Dezembro e nos chegamos a ter um total de três encontros. O primeiro deles foi o melhor, rolou de tudo, tipo uma comédia romântica.
Mas, entre o intervalo do primeiro encontro e do terceiro ela começou a fazer um joguinho que me deixava muito irritado, mesmo ela demonstrando interesse na minha pessoa.
Nos encontros seguintes eu tentei ao máximo me identificar emocionalmente com ela. Foi então que no nosso último encontro ela indiretamente me pediu em namoro, mas eu falei que teríamos que ficar antes. Nesse mesmo encontro eu nem me despedi dela, só "empurrei" ela pro trem, sem nem sequer beijar ou abraçar.
Durante os dias seguintes eu comecei a ficava online e demorava pra responder ela, pois sabia que isso ia afetar ela psicologicamente. Ela tinha problemas sérios de ansiedade, tomava até remédios, e eu tinha ciência que aquele meu joguinho iria deixar ela paranoica e insegura.
Antes de eu viajar ela tinha perguntado se eu gostava dela, mas respondi com uma meia resposta, pois queria que ela sofresse com a incerteza de estar sendo amada ou apenas iludida. Durante a minha viagem fiquei 8 dias seguidos sem mandar uma única mensagem. Mesmo após esses dias ela ainda me perguntava se eu gostava dela, mas nunca respondi diretamente, sempre com meias respostas.
Nas últimas mensagens ela novamente me perguntou se eu gostava dela, mas agora, diferentemente de antes, queria saber quais eram minhas intenções. Eu falei que queria só sexo, pois sei que nenhuma mulher ficaria feliz em ser vista apenas como um objeto. Chamei ela de louca e logo após debochei diversas vezes. Por último falei que se ela mudasse de ideia a gente poderia ver um Meteflix.
Dois meses após isso eu comecei a pensar nela 24 horas por dia. Toda mulher no Tinder me lembrava ela. Comecei a sentir falta dos abraços dela e dos beijos que só ela sabia dar.
Após perceber o modo que tratei ela eu tentei contatar ela. O jeito que ela falava mudou completamente, como se isso tivesse impactado tanto ao ponto de afetar até o modo que ela escrevia. Obviamente ela não quis conversar, apenas me desejou paz.
Só que ela ainda está na minha cabeça, como um fantasminha. Sinto-me culpado. Sei que o que eu fiz não foi certo. Eu iludi ela, debochei, chamei ela de louca, torturei psicologicamente e por final falei que só via ela como um mero objeto, tudo de forma intencional.
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2019.10.10 06:44 pinho07 Como escolher o amor da sua vida? Se é q existe o amor da sua vida...

Estou confuso quanto a começar uma vida amorosa, nunca namorei, mas posso começar em breve, só preciso me decidir. Sei q pode parecer estranho alguém tratar coisas do coração de modo tão racional, como se fosse natural controlar o momento de amar ou não. Considero o namoro um relacionamento muito sério q exige tempo, paciência, maturidade, respeito, etc. Tenho medo de causar sofrimento na outra pessoa por não saber amá-la suficiente ou então criar falsas expectativas ou então me frustar com o término desse relacionamento sendo preterido. No fundo, fico achando nunca ser bom o bastante para o outro, enfim... inúmeros medos bobos. Acredito q a união de dois seres é algo de extrema importância na nossa vida, não q seja imprescindível ou obrigatória para se ter uma vida melhor, mas dessa união podemos dividir o peso da vida e crescer em amor, alegria, paz e harmonia.
Outra coisa q meio q acredito, mas tbm não estou convicto se é verdade, é se temos de fato uma pessoa ideal para vivermos uma experiência afetiva. Alguns dizem alma gêmeas, tampa da panela, outra metade, etc, como se antes de nascermos já estivesse "escrito nas estrelas" q teremos uma pessoa q está em algum lugar do universo e no momento mais apropriado iremos nos encontrar e a mágica vai acontecer. Meio q acredito nisso pq pra mim é fato q acontece com muitas pessoas ao se ver "um certo alguém" ter sensações marcantes, aparentemente inexplicáveis, tendo o coração batendo mais forte. Uns dizem q é química, outros q é afinidade magnética, outros q são relações advindas de vidas passadas. O famoso "amor a primeira vista". Dentro dessa lógica imagino q pra ser uma união legítima deve haver reciprocidade, tenho q perceber ou sentir q o outro naturalmente tbm sente algo diferente por mim.
Mas tbm entendo q talvez toda essa história seja uma distorção romântica das relações humanas, afinal não temos como precisar ao certo todos os níveis do envolvimento emocional, existem heurísticas, vieses, circunstâncias q manipulam nossas sensações. Quantos casos existem de casais q juravam ser par perfeito e depois se desiludiram ou o contrário, pessoas q a princípio nunca se imaginaram juntas e depois passam a viver "felizes para sempre".
Diante disso, quando me sinto atraído por alguém interpreto q não necessariamente isso quer dizer ser preciso um envolvimento amoroso mais sério, busco controlar meus sentimentos e mesmo estando interessado procuro não demonstrar. Espero o tempo passar pra saber se realmente gosto da pessoa, busco conhecê-la melhor, quero ter a certeza de não ser "fogo de palha" ou uma paixonite de adolescente.
Diante de tudo isso, fico na dúvida: será q se começar a namorar com tal pessoa estarei namorando com a pessoa certa na minha vida? Ou será q tenho q esperar mais um pouco? Na escala de 1 a 10 da reação química ideal entre dois seres talvez essa pessoa q acho ser a pessoa certa está no nível 9, pode acontecer de na semana seguinte encontrar outra q está no nível 10 ou seria 9,9? Esse jogo do amor é perigoso, parece q funciona na tentativa e erro, não quero crer na maldosa frase "enquanto não encontro a pessoa certa, vou me divertindo com as erradas".
Estou num dilema, há mais de um ano tive um encontro fortuito com uma menina bem reservada da faculdade, trocamos olhares e conversas, e me senti muito impactado e atraído por ela. Juro q desde então nunca mais deixei de pensar nela, acho q em todos os dias. Peguei o contato dela, depois disso tivemos conversas esparsas pelo zap, temos muita afinidade de ideias e até chegamos a nos encontrar em alguns finais de eventos q curtimos em comum, mas como já era tarde da noite e o ambiente tumultuado só ficamos nos abraços e sorrisos. Na faculdade é difícil nos vermos e quando isso acontece é sempre corrido, estudamos de noite e os horários não batem pq somos de cursos diferentes. Eu tbm meio q fujo dela, ando pelos corredores evitando encontrá-la, pq não saberia como reagir. Não gosto de estender muito as conversas, pq perco um pouco do controle quando a vejo, fico pálido e me dá taquicardia, não gostaria de demonstrar às claras meus sentimentos. Na vdd, nem conheço ela direito, isso td pode ser fantasia da minha cabeça, devaneios pretensiosos, às vezes ela só me trata como um amigo distante, apesar de já ter me surpreendido com uma demonstrações de carinho fora da faculdade por meio de um bilhetinho escrito a mão q ela pediu q outra pessoa me entregasse. Somos de bairros distantes dentro da mesma cidade e eu presumo ela não quer compromisso nesse atual momento de sua vida. Por enquanto não revelo meu amor carnal, fico no platônico enquanto os medos bobos não vão embora.
Pra apimentar a história, surge um outro alguém, uma amiga de longa data q sempre achei delicada, bonita e singela, mas como ela era alguns anos mais velha q eu, acho q 2 anos, não me imaginei namorar com ela. Ela hj está mais madura e bem mais próxima de mim. Quando nos encontramos percebo o acanhamento dela, mas nas msgs suas carinhas de emojis são sempre afetuosas comigo. No pouco q ficamos juntos ela já me contou da sua vida pessoal, do seu ex-namorado, dos seus planos e incertezas. Ela é bem mais aberta comigo do q a outra, isso tbm se deve pq já nos conhecemos a mais tempo. Meu coração tbm diz q talvez podemos namorar, mas não tive aquele amor a primeira vista como foi com a outra. Sou sempre cordial e amigo com elas, evito entrar em assunto mais voltado quanto aos meus sentimentos por elas. Só q nesse último mês estou sendo impelido a me manifestar.
Aff... pq eu não me resolvo quanto a isso?
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2018.11.13 02:39 Diegiwg Preciso de um 'norte' em como lidar com certas questões...

Edit (13/11) - Obrigado a todos que leram e principalmente os que responderam, eu liguei para ela e apresentei algumas das idéias, e ficamos de começar a experimentar...
Olá, e desculpe pelo título 'clique-bait'. Estou namorando a quase onze meses, e está sendo uma experiência incrível, levando em consideração que é meu primeiro relacionamento (eu nunca fui de me apegar), dito isso, a minha parceira possui alguns problemas que lhe acompanham desde de sua infância, e eu constantemente estou tentando ajudá-la (ela mesmo pede ajuda por não saber como proseguir).
No início (quatro meses de nosso relacionamento), funcionava basicamente assim: ela teria uma crise (vale ressaltar que somos de cidades diferentes e mantivemos um namoro a distância por mais de seis meses, agora ela ingressou na faculdade e estamos nos vendo todo final de semana), iria me ligar, e eu iria fazer ela se sentir melhor, escutando ela desabafar, e depois levando ela a pensar em outras coisas. Isso 'funcionou' muito bem para o propósito de fazer ela se sentir bem de imediato. Porém, temos dois erros aqui, primeiro a frequência de crises dela não diminuíram, pelo contrário, aumentaram e segundo ela criou uma dependência de 'mim' nesses momentos, chegando a ficar mal o dia todo (chorando sem parar) em dias que eu estava ocupado no trabalho e sem meu telefone, só ficando 'bem' a noite quando eu chegava em casa e todo o ciclo se repetia.
Tendo descoberto esses erros, tentei mudar para a abordagem que eu uso em meus problemas. Analisar, e ir tentando (no erro e acerto mesmo) solucionar ele, admito que além de exaustivo machuca muito mas funciona bem para mim, apresentei essa opção, ela não foi muito bem aceita, porém, eu comecei a aplicá-la sutilmente e parar de fazer o que eu vinha fazendo. Funcionou em partes, a dependência dela diminuiu, a crises diminuíram de frequência, só que se tornaram mais 'violentas/complicadas'.
Vale ressaltar, que por sua criação ser falha em vários aspectos (leve em consideração que ela passou basicamente 16 anos sendo filha única de pais super protetores) ela não sabe lidar com questões como: incertezas, planejamentos dando errado e principalmente pressão, que é justamente a base do segundo método que tentei. Dessa forma, é fácil conceber que este também não está funcionando. Eu já consegui fazer ela mesmo 'achar' várias das suas falhas (isso é algo que ela também não está sabendo lidar, a desconstrução de seu 'eu' como ela imaginava), uma das questões mais pesadas é que ela entendeu que em várias ocasiões ela agi de forma 'mimada' e isso foi um grande golpe (pois ela sempre se achou madura e adulta)... Ae, temos outro problema de criação, a cobrança por uma filha perfeita, logo, agora que ela cresceu ela está transferindo essa cobrança para todas as usas relações. O que muito tóxico, pois sempre que ela erra, é uma crise de ódio contra si mesma.
Com tudo isso, hoje eu joguei as cartas na mesa, escrevi basicamente: que eu a amo muito, que tudo que eu fiz/faço tem como intuito ajudá-la, que eu posso está errado em várias de minhas ações, que erro muito (como eu já identifiquei aqui) e que estou precisando que ela, juntamente a mim, construa um 'norte' para seguimos com a tentativa de solucionar os problemas.
Em resumo ela respondeu que entende tudo, que também que isso, e que quer sempre ficar melhor por ela e por nós. E que iríamos tentar fazer isso na próxima quinta quando nós encontramos na faculdade. Então venho aqui escrever esse pequeno texto pedindo algumas opiniões de como posso agir para apresentar a ela el definirmos a melhor escolha e tentar.
No mais, obrigado por ler...
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2018.06.11 00:37 RicardoBarbosa Incertezas sobre assumir-me gay

Durante a semana, uma amiga (que já não vejo à bastante de tempo mas com quem falo regularmente pela internet) disse para eu ver o filme "Love, Simon", como já tinha ouvido falar e tinha alguma curiosidade, esperei fazer as frequências e esta sexta-feira vi-o. Por nunca ter visto um filme LGBT antes, nunca tinha sentido tanta empatia por um protagonista, é como se o filme estivesse a retratar a minha vida, chorei horrores e identifiquei-me de uma maneira que nunca tinha sentido antes. No dia seguinte ela perguntou-me o que tinha achado do filme e eu aproveitei o momento para me assumir pela primeira vez a alguém, penso que a reação foi positiva, ela disse que estava quase a chorar, que gostava muito de mim e estava muito feliz por ter sido a primeira pessoa a que eu lhe confiei este "segredo", também disse que se eu tivesse assumido mais cedo (anos mais cedo) ela poderia ter-me ajudado muito mais, mas claro, isto é complicado. Embora tenha sido a primeira vez que assumi a alguém quer era gay, não senti grande peso a sair de mim, é só uma pessoa das quais eu não convivo diariamente, é aqui que começam as incertezas... Neste momento a única coisa em que penso é assumir-me para o meu grupo de amigos da faculdade, é o meu primeiro ano de faculdade e conheço estas pessoas à menos de um ano, adoro-os imenso, rimos imenso e sinto-me muito descontraído com eles, porém sinto-me sempre retraído nas conversas, são muitas as vezes em que vem à tona nas conversas namoros e sexo e por mais que eu tente, sinto-me desconfortável, a maior parte das vezes ouço e calo-me (Nunca namorei nem nunca tive sexo, já tive raparigas que assumidamente gostavam de mim, mas nunca passamos de algumas conversas, eu nunca avançava porque como é obvio só ia acabar por magoa-la), outras vezes são as festas e outras atividades para as quais me convidam e eu arranjo desculpas para não ir (só porque como pensam que sou hétero começam a falar de raparigas e eu sou obrigado a fingir que também aprecio, por outro lado tenho medo de beber demais e dizer o que não quero), tudo isto só faz com que estas amizades não passem da conveniência sendo que têm tudo para passar. A maior parte do grupo são raparigas que já têm outros amigos gays (pelo que ouvi em conversas) por isso não tenho muito medo das reações delas, além disso se não gostarem, não se perde grande coisa (assumir-me a amigos de 1 ano é diferente de me assumir a amigos de 10 anos). Por outro lado, sinto-me como o protagonista naquela parte em que ele não sabe bem se deve se assumir porque de certa maneira quer que a vida dele continue assim. Sinto-me que já me estou a alargar não sei bem porque. O que eu precisava era de alguém com quem desabafar, mas alguém que não ficasse pelo compreendo. Quero falar com alguém que seja gay e que esteja a passar passar pelo mesmo que eu, ou que já tenha passado. Encontrei pessoas para conversa desabafa conhecer nesta comunidade é mais difícil do que parece, caí no erro de instalar o Grindr, mas só se quer sexo lá. Não tenho qualquer amigo gay, seria tão bom ter alguém gay com quem pudesse falar diariamente sobre a vida, alguém com quem pudesse partilhar amizade. É para isso que fiz este post, gostava de encontrar alguém com quem pudesse desabafar (porque honestamente, desabafar com desconhecidos é tão mais fácil). Se estiver aí alguém muito bem, se não muito bem na mesma, foi bom escrever :)
Reparei que não mencionei em lugar algum do texto um dado importante, tenho 19 anos
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2018.06.11 00:04 RicardoBarbosa Incertezas sobre assumir-me gay

Durante a semana, uma amiga (que já não vejo à bastante de tempo mas com quem falo regularmente pela internet) disse para eu ver o filme "Love, Simon", como já tinha ouvido falar e tinha alguma curiosidade, esperei fazer as frequências e esta sexta-feira vi-o. Por nunca ter visto um filme LGBT antes, nunca tinha sentido tanta empatia por um protagonista, é como se o filme estivesse a retratar a minha vida, chorei horrores e identifiquei-me de uma maneira que nunca tinha sentido antes. No dia seguinte ela perguntou-me o que tinha achado do filme e eu aproveitei o momento para me assumir pela primeira vez a alguém, penso que a reação foi positiva, ela disse que estava quase a chorar, que gostava muito de mim e estava muito feliz por ter sido a primeira pessoa a que eu lhe confiei este "segredo", também disse que se eu tivesse assumido mais cedo (anos mais cedo) ela poderia ter-me ajudado muito mais, mas claro, isto é complicado. Embora tenha sido a primeira vez que assumi a alguém quer era gay, não senti grande peso a sair de mim, é só uma pessoa das quais eu não convivo diariamente, é aqui que começam as incertezas... Neste momento a única coisa em que penso é assumir-me para o meu grupo de amigos da faculdade, é o meu primeiro ano de faculdade e conheço estas pessoas à menos de um ano, adoro-os imenso, rimos imenso e sinto-me muito descontraído com eles, porém sinto-me sempre retraído nas conversas, são muitas as vezes em que vem à tona nas conversas namoros e sexo e por mais que eu tente, sinto-me desconfortável, a maior parte das vezes ouço e calo-me (Nunca namorei nem nunca tive sexo, já tive raparigas que assumidamente gostavam de mim, mas nunca passamos de algumas conversas, eu nunca avançava porque como é obvio só ia acabar por magoa-la), outras vezes são as festas e outras atividades para as quais me convidam e eu arranjo desculpas para não ir (só porque como pensam que sou hétero começam a falar de raparigas e eu sou obrigado a fingir que também aprecio, por outro lado tenho medo de beber demais e dizer o que não quero), tudo isto só faz com que estas amizades não passem da conveniência sendo que têm tudo para passar. A maior parte do grupo são raparigas que já têm outros amigos gays (pelo que ouvi em conversas) por isso não tenho muito medo das reações delas, além disso se não gostarem, não se perde grande coisa (assumir-me a amigos de 1 ano é diferente de me assumir a amigos de 10 anos). Por outro lado, sinto-me como o protagonista naquela parte em que ele não sabe bem se deve se assumir porque de certa maneira quer que a vida dele continue assim. Sinto-me que já me estou a alargar não sei bem porque. O que eu precisava era de alguém com quem desabafar, mas alguém que não ficasse pelo compreendo. Quero falar com alguém que seja gay e que esteja a passar passar pelo mesmo que eu, ou que já tenha passado. Encontrei pessoas para conversa desabafa conhecer nesta comunidade é mais difícil do que parece, caí no erro de instalar o Grindr, mas só se quer sexo lá. Não tenho qualquer amigo gay, seria tão bom ter alguém gay com quem pudesse falar diariamente sobre a vida, alguém com quem pudesse partilhar amizade. É para isso que fiz este post, gostava de encontrar alguém com quem pudesse desabafar (porque honestamente, desabafar com desconhecidos é tão mais fácil). Se estiver aí alguém muito bem, se não muito bem na mesma, foi bom escrever :)
Reparei que não mencionei em lugar algum do texto um dado importante, tenho 19 anos
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2018.02.10 09:38 reinhardtwilhelm-rj Minha esposa foi diagnosticada com câncer

A gente recebeu a notícia na segunda-feira.
No começo do mês, ela sentiu um caroço no seio e ficou preocupada. Uma das coisas que mais me acalma é me agarrar à estatísticas. Não fiquei falando aquela frase inútil de "tá tudo bem, fica tranquila", mas ressaltei que estatisticamente a chance daquilo ali ser um carcinoma era pequena. Ela foi ao médico, que recomendou uma série de exames. Eventualmente, chegamos à biópsia, que foi realizada na semana passada.
A mastologista dela ligou na segunda dizendo que precisava falar com ela o quanto antes e que havia conseguido um encaixe na agenda à tarde. Minha esposa me avisou por Whatsapp, eu liguei o foda-se e meti o pé do trabalho na mesma hora. Eu fui do Centro à Tijuca com a cabeça a mil. A conclusão mais óbvia é que uma urgência dessas tinha que ser um diagnóstico de câncer, mas eu tentava me dizer que não, que talvez a médica só queira tranquilizar minha esposa.
Quando entramos no consultório, veio o diagnóstico de câncer de mama. Me segurei para não chorar na hora e minha esposa ficou em prantos, despedaçada. A médica pediu uma bateria de exames que estão sendo feitos nesta e na próxima semana, mas ressaltou que provavelmente teremos que fazer a mastectomia em março + quimioterapia ao longo do ano. Os exames dos próximos dias vão confirmar ou não se será esse caminho ou se a doença se espalhou para outras partes do corpo.
Eu sinto que nossa vida ficou de pernas para o ar, sinto que a vida traiu a gente de alguma forma.
Eu passo boa parte dos momentos em que estou sozinho pesquisando sobre taxas de sobrevida de pacientes com câncer de mama, sobre o fato dela ter menos de 40 anos aumentar bastante as chances do câncer ser mais agressivo e/ou ter se espalhado por outras regiões do corpo, fico jogando no Google cada detalhe do exame dela para ver se acho mais informações. E tudo o que eu leio só me deixa mais nervoso.
Eu sei que faz parte da vida aceitar nossa mortalidade, mas a sensação de ver a pessoa mais próxima de você passar por isso e as incertezas nesse período de exames - que vão confirmar ou não se o câncer se espalhou por outras partes do corpo - são devastadoras. Parece que a gente ganhou o pior prêmio possível na loteria genética.
Junto disso, vem uma porrada de coisa. O medo dela de fazer a mastectomia e ter o corpo mutilado, as altas chances de fazer quimio nos próximos meses e os efeitos disso no corpo, a infertilidade decorrente do tratamento, a grana altíssima que é para congelar alguns óvulos dela, as perspectivas profissionais, as incertezas, o medo da morte.
O que até semana passada era uma vida perfeitamente normal e com dificuldades bem pontuais virou um monstro no qual eu não consigo parar de pensar. Eu sei que tudo isso está sendo dez vezes mais barra para a minha esposa do que para mim, mas eu estou bem apavorado e sem saber o que fazer. Eu me sinto sem chão.
De vez em quando eu passo horas ou quase um dia inteiro tranquilo. O câncer vira meio que um pesadelo, uma memória ruim de algum filme, uma informação errada. Vira algo distante. Eu trabalho, faço meus exercícios, ando de bike, corro, vejo uma série, jogo videogame. Mas aí a lembrança do que está acontecendo e o que está em jogo vem e destrói a porra toda. Eu fico trêmulo, sem ar, choro, sinto as extremidades do meu corpo congelarem.
Eu já percebi nesses poucos dias que manter a rotina inalterada ajuda muito, mas ao mesmo tempo me sinto egoísta por estar tentando ativamente não pensar em algo que pode matar a mulher que eu amo nos próximos meses ou anos. Sim, tem uma grande chance de ficar tudo bem depois desse ano mas o "e se" negativo me apavora demais.
A gente se conhece desde a adolescência, estudamos juntos e nos reconectamos quando estávamos terminando nossas faculdade. Já temos oito anos juntos, contanto namoro e casamento, mas nos conhecemos há 15 anos. Eu não consigo me ver com outra pessoa que não seja ela, sinto que ninguém nunca me conheceu tão bem quanto ela. Estávamos planejando um filho para os próximos 2~3 anos e agora cai essa bomba nuclear na nossa vida.
Eu nem sei o que pedir aqui, além desse desabafo. Não sei quantos de vocês viveram isso de perto com suas famílias ou como conseguiram lidar com situações semelhantes. Eu estou completamente sem chão e tentado manter uma vida normal enquanto passo o dia fora acompanhando minha esposa em várias consultas e exames.
É tão irreal quando o câncer não só cai perto de você, mas dentro da sua casa e na pessoa que você mais ama, que é difícil lidar com isso e aceitar a própria realidade.
Ps.: preferi jogar isso com uma alt aqui porque algumas pessoas aqui me conhecem pessoalmente pela conta principal e ainda não contamos isso para todos os nossos amigos e familiares.
EDIT: fiz o post e respondi a alguns comentários enquanto minha esposa dormia, mas agora que ela acordou vai ser difícil ficar de olho aqui. Obrigado mesmo pelo apoio, até a quem eu não consegui responder a tempo. Mais tarde, quando estiver só novamente, passo para tentar responder a todo mundo.
Obrigado e valeu pela energia positiva.
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